No caso habitual dos doentes hipotiróides, a pressão arterial diminui em graus variáveis. No hipotiroidismo, a taxa metabólica basal diminui, o que é acompanhado por uma diminuição da pressão arterial, uma diminuição do diferencial de pulso, uma diminuição da frequência cardíaca e, como resultado, sintomas e manifestações clínicas tais como tensão torácica, falta de ar, desconforto precordial, fraqueza periférica, sonolência e letargia. A glândula tiróide é um importante órgão endócrino, metabólico e em hipofunção, o sistema neuro-humoral-endócrino é também atenuado e o ajustamento da pressão arterial é correspondentemente prejudicado, pelo que a necessidade é ainda mais reduzida. Em doentes com hipotiroidismo, há também um aumento do tónus vagal, uma consequente queda da pressão arterial, um correspondente abrandamento do ritmo cardíaco e uma correspondente redução da contractilidade miocárdica.