Os doentes com mieloma múltiplo não devem tomar suplementos de cálcio às cegas

  O mieloma múltiplo é uma doença comum do sistema hematopoiético. Devido à proliferação de células do mieloma na medula óssea, as células do mieloma secretam substâncias que promovem a actividade osteoclasta, resultando em osteoporose e mesmo fracturas (também conhecidas como fracturas patológicas, que ocorrem quando um paciente é submetido a forças externas menores, principalmente na coluna vertebral e costelas), e os pacientes experimentam sintomas como dores nas costas e dores no peito. Devido à osteoporose, os pacientes compram frequentemente comprimidos de cálcio para suplementar o cálcio, acreditando que isto irá tornar os seus ossos fortes.  É verdade que o mieloma tem uma deficiência grave de cálcio no organismo e os médicos têm muitas vezes de dar suplementos de cálcio aos doentes durante o tratamento. Contudo, a principal causa da osteoporose em doentes com mieloma não é a falta de ingestão de cálcio, mas sim um aumento da actividade osteoclástica, resultando num aumento da degradação do cálcio e num aumento do cálcio sérico, que em casos graves pode levar à hipercalcemia, com os doentes em coma e insuficiência renal, necessitando de tratamento de emergência. Isto ocorre normalmente durante a fase activa da doença. Os suplementos de cálcio não devem ser administrados até a doença estar sob controlo, mas podem ser administrados sob supervisão médica após a doença ter estabilizado. Os suplementos de cálcio devem ser testados regularmente para indicadores relacionados com mieloma e devem ser descontinuados quando a doença está activa. Também os bisfosfonatos (Eppen, pamifosfato dissódico, etc.) promovem a deposição de cálcio nos ossos. Os doentes com mieloma múltiplo são aconselhados a ter infusões regulares dos medicamentos acima mencionados.