Clinicamente, cerca de 30 por cento dos doentes com gliomas cerebrais apresentam sintomas de cefaleias, dos quais cerca de 70 por cento têm cefaleias que se agravam progressivamente. Estas cefaleias caracterizam-se por serem, na sua maioria, inespecíficas, intermitentes, localizadas maioritariamente no mesmo lado da lesão, mais do tipo dor surda do que dor latejante e, por vezes, não são fáceis de distinguir das cefaleias de tensão. As manifestações específicas da cefaleia variam consoante o local de ocorrência. Os gliomas cerebrais apresentam-se geralmente como dor na testa, enquanto os gliomas cerebelares tendem a apresentar-se como dor nas regiões occipital e do pescoço. Se o tumor for demasiado grande e produzir uma pressão intracraniana elevada, a cefaleia agrava-se significativamente, por vezes acordando com dores durante o sono e agravando-se durante movimentos vigorosos da cabeça, por vezes acompanhados de náuseas e vómitos. Se a hipertensão intracraniana se mantiver durante muito tempo, pode também ocorrer perda de visão. Quando ocorrem os sintomas de cefaleia acima referidos, é necessário dirigir-se atempadamente ao hospital para ser examinado.