É verdade que ter SIDA significa que não se tem muito tempo de vida?

Não existe qualquer base científica para a afirmação de que “ter SIDA significa que não se vai viver muito tempo”. A SIDA, também conhecida como Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, é causada pela invasão do vírus da SIDA no corpo humano, que pode atacar o sistema imunitário, levando a uma diminuição da imunidade do organismo, e é propenso a infecções oportunistas ou a tumores malignos que levam à morte. Embora atualmente não exista cura para o VIH, é possível controlar a replicação do VIH e a progressão da doença através da clinicamente reconhecida “terapia de cocktail”, que pode prolongar a vida do doente. A “terapia de cocktail”, também conhecida como terapia antirretroviral de alta potência (HAART), consiste em administrar aos doentes três ou mais medicamentos anti-retrovirais. Os medicamentos anti-retrovirais não só inibem a replicação do VIH, como também restabelecem gradualmente o número de células imunitárias CD4 no corpo do doente, reduzindo consideravelmente a probabilidade de complicações e morte relacionadas com a SIDA. Por conseguinte, o diagnóstico de SIDA não significa que o doente não viverá muito tempo, mas o doente pode prolongar o seu ciclo de vida depois de seguir as instruções do médico para efetuar o tratamento adequado.