Não há custo específico para o tratamento da gota, uma vez que varia de paciente para paciente devido à gravidade da doença e à capacidade de resposta do paciente aos medicamentos utilizados para a tratar. Para pacientes na fase aguda da gota, são utilizados analgésicos anti-inflamatórios não esteróides, colchicina e glicocorticóides para reduzir a resposta inflamatória e melhorar os sintomas articulares. Estes medicamentos são baratos e o custo financeiro global é baixo, devido à curta duração do tratamento na fase aguda da gota. Os pacientes nas fases intermitente e de remissão requerem inibidores de ácido úrico ou excretores de ácido úrico. Existe uma vasta gama destes medicamentos, a maioria dos quais tem um preço moderado, sendo alguns mais caros, mas o custo global é mais elevado do que na fase aguda, devido ao período de tratamento mais longo. Para pacientes com cálculos de gota ou complicações renais pré-existentes, o tratamento terá de ser adaptado à extensão da condição, para além do tratamento habitual. Por exemplo, se há grandes pedras de gota que precisam de ser removidas cirurgicamente, ou se há deformidades articulares graves que precisam de ser corrigidas cirurgicamente, o custo financeiro aumenta em conformidade e não é fácil de prever. Contudo, este tipo de tratamento não é convencional e raramente é utilizado na prática clínica, excepto para pacientes especiais. Por conseguinte, em geral, o custo global do tratamento da gota é moderado, o custo dos medicamentos convencionais é moderado e as complicações críticas são geralmente raras.