O tratamento da perturbação de pânico inclui medicação, psicoterapia e o crescimento psicológico do indivíduo. 1) Medicação: A medicação pode ajudar a reduzir a frequência e a intensidade dos ataques de perturbação de pânico e a aliviar a ansiedade. Quando a frequência dos ataques é elevada e a ansiedade antecipatória é persistente, como é o caso dos ataques semanais, é necessária a utilização diária regular de medicação anti-ansiedade ou, se os ataques ocorrerem uma vez em cada poucos meses, pode ser utilizada medicação temporária durante os ataques. A medicação específica deve ser decidida depois de consultar um médico e não deve ser comprada e tomada sem autorização. 2) A psicoterapia ajuda os doentes de duas formas: em primeiro lugar, reconhece os sintomas de pânico, alivia o stress psicológico e reduz o número excessivo de visitas ao médico. O segundo papel da psicoterapia é trabalhar com o doente a um nível subconsciente. Uma vez que a maioria das pessoas com perturbações de pânico sofre de defeitos ou deficiências de personalidade, tais como um sentimento interno de insegurança, um forte sentido de controlo ou de dependência. A psicoterapia pode ajudar o doente a analisar e a lidar com conflitos, desejos e traumas reprimidos no mundo psicológico interior, contribuindo assim para a recuperação da doença. 3) Autocrescimento: O indivíduo interessa-se pela psicologia, mantém a curiosidade e explora os fenómenos psicológicos e, através de um esforço sustentado, acaba por aperfeiçoar a sua personalidade e tornar-se mentalmente maduro.