Resumo: Objectivo: Investigar a aplicação clínica da gastro/jejunostomia endoscópica percutânea (PEG/J) em pacientes gravemente doentes. MÉTODOS: Os dados clínicos de 45 doentes críticos com PEG/J foram analisados retrospectivamente, e as indicações, pontos de operação, gestão perioperatória, complicações relacionadas com o procedimento e resultados clínicos foram resumidos. RESULTADOS: O PEG/J foi bem sucedido em 44 doentes críticos, com um tempo médio de operação de (7,5±2,3) min para o PEG e (10,3±8,5) min para o PEJ, e um tempo médio de retenção de (168±121) d para o PEG/J. Não ocorreram complicações intra-operatórias relacionadas com a placenta ou sérias complicações pós-operatórias. Um caso teve uma queda significativa na frequência cardíaca e saturação de oxigénio intra-operatoriamente, que melhorou após tratamento sintomático. No pós-operatório, um paciente desenvolveu infecção local dos tecidos moles, um caso desenvolveu desalojamento do tubo J, um caso desenvolveu síndrome de encapsulação e dois casos desenvolveram bloqueio do tubo de nutrientes jejunal. Havia uma tendência para níveis mais elevados de albumina sérica e pré-albumina em doentes na semana 4 pós-operatória em comparação com a pré-operatória, mas a diferença não era significativa. Conclusão O PEG/J em doentes críticos é um método eficaz para estabelecer o acesso à nutrição gastrointestinal a longo prazo, que é minimamente invasivo, seguro, com poucas complicações e fácil de tratar, e é bem tolerado pelos doentes, que podem ser deixados com um tubo de nutrição durante muito tempo.