A epilepsia é grave em doentes com enfarte cerebral

Os doentes com enfarte cerebral já sofrem de isquémia e hipóxia cerebrais que levam à necrose de parte do tecido cerebral, e a epilepsia secundária pode exacerbar a isquémia e a hipóxia cerebrais.
A epilepsia secundária ao enfarte cerebral pode incluir perda de consciência, convulsões generalizadas, visão dupla e outras crises de grande mal, bem como crises parciais simples e crises parciais focais, que podem causar isquémia e hipóxia cerebral e exacerbar o enfarte cerebral. No entanto, o doente pode ser tratado atempadamente com medicação adequada e a epilepsia pode ficar bem controlada.
A epilepsia secundária ao enfarte cerebral requer normalmente medicação para toda a vida, sendo administrados fármacos como a carbamazepina, o levetiracetam, o valproato de sódio ou o fenobarbital, consoante o tipo e a gravidade da epilepsia.
Recomenda-se a utilização de medicamentos antiepilépticos sob a orientação de um médico e a não utilização de medicamentos sem autorização.