O diagnóstico clínico de uma lesão abdominal fechada pode apresentar-se com dor de pressão, dor em ricochete, tensão muscular no abdómen, sons turvos móveis, estreitamento ou perda do corneto hepático e sons intestinais diminuídos ou ausentes. O que causa uma lesão abdominal fechada? As lesões abdominais fechadas são frequentemente observadas em acidentes de produção, de viação e de vida. O prognóstico do doente é determinado pela presença ou ausência de lesão visceral, sendo muitas vezes acompanhada de lesões noutros locais, como traumatismo crânio-encefálico, traumatismo torácico e fracturas, que obscurecem a história e os sinais e tornam o diagnóstico menos claro; e pelo facto de algumas lesões com apresentação ligeira poderem também ter lesões de órgãos intra-abdominais. Por conseguinte, as lesões abdominais fechadas devem ser observadas de perto, examinadas repetidamente e geridas de forma adequada para evitar atrasos no diagnóstico e no tratamento. A perda do corneto hepático é observada principalmente na hepatite grave, em que o encolhimento progressivo do fígado devido à ocorrência de insuficiência hepática com necrose maciça dos hepatócitos resulta na perda do corneto hepático. Além disso, em casos de ascite maciça ou de derrame pleural do lado direito, que interfere gravemente com a percussão, também pode levar à perda dos círculos turvos pseudo-hepáticos e do gás livre que cobre a superfície do fígado, resultando numa alteração dos sons de percussão para um som de tambor, tal como na perfuração gastrointestinal. Após uma lesão violenta directa ou indirecta no abdómen, o doente pode sentir dor abdominal intensa, acompanhada de náuseas, vómitos, pele pálida e membranas mucosas, aumento da pulsação, recusa em pressionar o abdómen, ou pode não se atrever a virar-se e andar após a lesão, e a dor abdominal pode aumentar quando se move, ou a distensão abdominal pode aumentar gradualmente, sugerindo a possibilidade de lesão de órgãos intra-abdominais ou hemorragia interna. Nesta altura, o doente deve ser mantido estável e rapidamente enviado para o hospital para receber tratamento, tendo em conta que não devem ser aplicados medicamentos mais fortes, como a morfina, para o alívio da dor, a fim de evitar mascarar a situação e atrasar o tratamento com consequências graves.