Na prática clínica, a talassemia é geralmente designada por talassemia e os casais com talassemia ligeira podem ter um segundo filho. A talassemia é uma doença hemolítica hereditária e, normalmente, a talassemia ligeira não apresenta sintomas clínicos evidentes, podendo ocasionalmente ocorrer uma diminuição da força física. Por isso, tanto o marido como a mulher podem ter um segundo filho com talassemia ligeira, mas têm de fazer um bom exame pré-natal, como o teste genético, através do qual se pode saber a probabilidade de o feto ter a doença. Se ambos os cônjuges forem portadores homozigóticos do gene, a probabilidade de o feto vir a sofrer de talassemia será também relativamente mais elevada, pelo que é necessário reforçar o exame obstétrico durante a gravidez, podendo a amniocentese ser efectuada a meio da gravidez para esclarecer o genótipo do feto, de modo a reduzir a taxa de nascimentos de recém-nascidos com a doença. Se o marido e a mulher com talassemia minor pretenderem engravidar, podem consultar o médico com antecedência, preparar-se para a gravidez sob a orientação do médico e efetuar os exames necessários para evitar efeitos adversos.