As cápsulas entéricas de omeprazol são inibidores da bomba de protões e são principalmente utilizadas no tratamento de úlceras gástricas, úlceras duodenais, úlceras de stress, esofagite de refluxo e síndrome de Droe-Ayer (gastrinoma). Em associação com amoxicilina e clindamicina ou com metronidazol e claritromicina, pode ser utilizado na terapêutica de erradicação da infeção por Helicobacter pylori. O omeprazol em cápsulas com revestimento entérico liga-se à ATPase das células da parede da mucosa gástrica e inibe a atividade da enzima, provocando assim a inibição da secreção de ácido gástrico pelas células da parede da mucosa gástrica. Os efeitos adversos do medicamento incluem náuseas ligeiras, vómitos, inchaço, obstipação, diarreia, dores abdominais, dores de cabeça, sonolência, insónia e neurite periférica. A aplicação prolongada de omeprazol pode levar à deficiência de vitamina B₁₂ ou ao desenvolvimento de tumores carcinoides gástricos, entre outros. O omeprazol está contraindicado em pessoas alérgicas ao omeprazol, em pessoas com insuficiência renal grave, em bebés e crianças pequenas, em mulheres grávidas e em mulheres a amamentar. O medicamento em comprimidos com revestimento entérico não deve ser mastigado, para não destruir a eficácia do medicamento. Os doentes devem seguir rigorosamente as instruções do médico quando utilizam o medicamento. Se se sentirem desconfortáveis durante a toma do medicamento, devem interromper imediatamente a toma do medicamento e consultar um médico.