Compreensão adequada da endoprótese da artéria cerebral

  I. Porque preciso de um stent?  Alguns vasos sanguíneos são afinados devido à aterosclerose, fazendo com que o sangue flua mal, resultando num fornecimento insuficiente de sangue ao cérebro, e podem eventualmente ficar completamente bloqueados devido à aterosclerose ou trombose. Existem também alguns vasos sanguíneos onde a placa de aterosclerose é instável e se deposita na corrente sanguínea e entra no cérebro, bloqueando os vasos sanguíneos normais do cérebro.  Para a aterosclerose severa combinada com estenose, não há nenhum medicamento que possa remover a placa, levantar a estenose e restaurar a estrutura normal do vaso.  Esta é uma condição muito grave que deve ser tratada ou é susceptível de enfarte cerebral. As opções de tratamento disponíveis são o stent intravascular ou a abertura cirúrgica do cérebro para o bypass cerebrovascular.  Um stent permanente feito de aço inoxidável ou liga é colocado na área aterosclerótica como um balde de malha e depois libertado para o abrir, restaurando imediatamente o vaso estreitado ao seu diâmetro normal e permitindo que o fluxo sanguíneo seja retomado. O stent é muito flexível e quando colocado no vaso sanguíneo fornece apoio e previne o colapso do vaso. A malha do stent também impede que a placa aterosclerótica se desaloje e cause uma embolia cerebral. Isto previne o enfarte cerebral ao prevenir o bloqueio do vaso sanguíneo.  Contudo, a endoprótese cerebrovascular não traz de volta as células cerebrais necróticas causadas pela oclusão e proporciona uma melhoria limitada a sintomas como a paralisia que o paciente já experimentou.  Que pacientes necessitam de stent?  Os pacientes com aterosclerose, ou estenose causada por displasia miofibrilar ou aortite, devem satisfazer um dos seguintes critérios: estenose assintomática superior a 80%, estenose sintomática superior a 50% ou formação de placa ulcerosa apesar da estenose ser inferior a 50%.  A endoprótese cerebrovascular é perigosa?  Existem riscos associados à endoprótese cerebrovascular, uma vez que é realizada dentro dos vasos cerebrais, mas a incidência global é baixa e a incidência de complicações graves é apenas de algumas por 1.000, o que é muito inferior ao que acontece com a cirurgia aberta.  Como os vasos que requerem stent cerebrovascular são severamente escleróticos e estenosos, a probabilidade de enfarte cerebral é elevada, nas dezenas a centenas de partes por mil, e em alguns casos já ocorreu.  Portanto, para os vasos gravemente escleróticos, o stent cerebrovascular é também muito menos arriscado do que a ausência de stent.  Porque é que preciso de tomar medicação a longo prazo após a endoprótese cerebrovascular?  Após a colocação do stent no vaso doente, este será coberto pelo endotélio do vaso durante alguns meses e tornar-se-á parte da parede do vaso, não necessitando de ser substituído. A terapia intensiva anti-agregação plaquetária (aspirina + clopidogrel) deve ser administrada durante estes meses para prevenir trombose induzida por stent-induced. Após a cobertura endotelial, este risco é eliminado, mas um agente anti-agregante plaquetário é continuado, principalmente para prevenir a trombose noutros vasos.