Existem várias causas de ptose: a ptose congénita e a ptose miofacial são comuns nas crianças. No primeiro, o principal sintoma é que a pálpebra superior não pode ser levantada desde o nascimento, e a criança aperta frequentemente o músculo frontalis – enrugando a testa e encolhendo os ombros – para ajudar a levantar a pálpebra e abrir o olho. Quando o pupilo é obscurecido pelas pálpebras que caem, isto pode levar à ambliopia. Esta última é uma queda gradual da pálpebra superior por razões desconhecidas, que é mais leve de manhã e mais pesada à tarde, e piora com fadiga e doença. A primeira requer cirurgia, enquanto a segunda é tratada com uma combinação de medicamentos. O momento da cirurgia para corrigir a ptose congénita em crianças: para a ptose congénita grave, em que a margem superior da tampa cobre mais de 1/2 da pupila, a cirurgia deve ser realizada o mais cedo possível para prevenir a ambliopia; para a ptose ligeira a moderada, que não interfere com o desenvolvimento visual normal da criança, a cirurgia pode ser realizada aos 6-7 anos de idade antes da escola.