A ptose congénita é uma doença congénita relativamente comum causada por hipoplasia do músculo elevador ou desenvolvimento anormal do nervo motor que a inerva, com uma prevalência de cerca de 1,2 por 1.000 habitantes. A manifestação clínica é que a tampa superior não pode ser suficientemente levantada quando o paciente está a olhar em frente, e a margem superior da tampa cobre parte ou toda a pupila, o que dificulta a visão do paciente, exigindo que o paciente levante a testa ou a cabeça para levantar a tampa superior para ver, com o resultado de que, em primeiro lugar, nas crianças, o desenvolvimento psicológico é afectado devido à má aparência, e, em segundo lugar, a ambliopia ou deformidade da coluna cervical pode desenvolver-se a longo prazo. Por esta razão, considera-se que esta condição deve ser tratada o mais cedo possível e que a cirurgia é o único método de tratamento eficaz. Nos primeiros anos, a cirurgia foi recomendada para crianças com idades compreendidas entre os 5-6 anos antes da escola, mas nos últimos anos, devido a uma melhor compreensão da medicina psicológica e ao maior refinamento cirúrgico dos cirurgiões, a cirurgia pode ser considerada para crianças com idades entre os 2-3 anos em hospitais com fortes competências técnicas. Clinicamente, a ptose é classificada como suave, moderada ou grave, dependendo do grau de ptose. Os dois principais métodos cirúrgicos que são mais eficazes hoje em dia são o encurtamento da pálpebra superior e a suspensão das pálpebras frontais. Em crianças com ptose ligeira, a elevação da pálpebra superior pode ser encurtada para alcançar um resultado satisfatório, enquanto que em pacientes com ptose moderada ou grave, é normalmente necessária uma suspensão da pálpebra frontal para alcançar a correcção desejada. Além disso, devido ao fraco desenvolvimento dos músculos oculares antes dos 3 anos de idade, o músculo elevador não é normalmente encurtado e apenas é executada uma suspensão frontalis flap. Como a correcção da ptose congénita não é um procedimento simples, mas sim um procedimento arriscado e complexo, o cirurgião deve ter um sólido conhecimento da anatomia local e excelentes competências cirúrgicas, que só podem ser treinadas por cirurgia plástica ou oftalmologia num grande hospital, pelo que os pacientes devem ir para um departamento de cirurgia plástica ou oftalmologia num grande hospital com fortes competências técnicas para Para assegurar um resultado satisfatório.