O quisto de Rathke é um quisto hipofisário, uma lesão não neoplásica que se pensa ser um remanescente da cápsula de Rathke, localizada principalmente no plexo piriforme, com uma incidência na autópsia de 13%-23%. Os adenopituitarios surgem da proliferação de células na parede anterior da fenda de Rathke, pelo que o quisto de Rathke e o adenoma hipofisário têm uma origem celular semelhante e podem, em raras ocasiões, coexistir. Na TC, apresenta-se como uma lesão intracapsular ocupando espaço, sem calcificação ou realce na sela, com ou sem extensão supra-selar. A neurocirurgia deve ser consultada quando este tipo de lesão ocorre e se a remoção sintomática do quisto for a principal prioridade. São referidos alguns diagnósticos diferenciais, principalmente com outros tumores, como os craniofaringiomas, que têm um tratamento e prognóstico diferentes.