Muitos pacientes com cicatrizes têm episódios recorrentes da condição e muitas vezes não conseguem bons resultados com injecções de cicatrizes, pelo que a maioria das cicatrizes é geralmente tratada por uma combinação de excisão cirúrgica com tratamento adjuvante, tal como a radioterapia. Muitos pacientes perguntam por que razão a radioterapia é necessária e que efeito tem sobre o corpo. Teoricamente, a radioterapia utilizada para tratar cicatrizes é inofensiva. Em primeiro lugar, a dose de radioterapia utilizada é pequena, apenas cerca de um terço da dose utilizada para tratar o cancro, pelo que a dose não é muito elevada e os danos para o corpo são muito menores. Em segundo lugar, a profundidade de radiação que utilizamos é superficial. Quando tratamos cicatrizes, o plano de radioterapia está nesta camada da pele, e a 1,5 cm abaixo do plano de radiação, a dose de radiação detectada é apenas cerca de 1% da dose estabelecida. Assim, desde que o alcance e a profundidade sejam bem controlados, a radiação feita na pele não afectará os órgãos mais profundos, tais como os pulmões e o fígado. Contudo, existem algumas áreas que não são adequadas para radioterapia, tais como tecido mamário (peito), tecido da tiróide (pescoço) e outras superfícies glandulares. Isto pode afectar o crescimento dos ossos da criança. A utilização de tratamentos combinados como a radioterapia, para além de remover as lesões de uma só vez, também reduz grandemente a taxa de recorrência e proporciona uma elevada satisfação do paciente.