A respiração artificial é uma habilidade essencial para médicos que trabalham com doentes em paragem cardíaca ou morte súbita, e é realizada para além das compressões torácicas em paragem cardíaca e paragem respiratória. A frequência da respiração artificial em crianças é de 15 respirações/minuto. Haverá também certos requisitos para as técnicas e volumes de ventilação. A ventilação é geralmente realizada com as narinas em forma de copo na mão ou, em crianças pequenas, com a boca enrolada à volta do nariz e da boca para evitar fugas durante a ventilação. Ao ventilar a criança, a quantidade de ventilação deve ser variada de acordo com o peso da criança. Se for dada demasiada ventilação, existe o risco de aumento da pressão na cavidade torácica, o que pode levar a um aumento da pressão abdominal e à possibilidade de refluxo gástrico bloqueando a traqueia. Uma ventilação demasiado reduzida pode também levar a uma falha na reanimação. Portanto, durante a reanimação em crianças, a ventilação com respiração artificial deve ser intensificada, para além da aplicação de compressões externas do tórax.