O atraso mental é um dos riscos de desenvolvimento dos bebés prematuros e os estudos provaram que a incidência de atraso mental nos bebés prematuros é mais elevada do que nos bebés normais. Por conseguinte, é muito importante monitorizar o desenvolvimento intelectual dos bebés prematuros para identificar os problemas precocemente e intervir muito cedo, uma vez que quanto mais cedo for feita a intervenção e a reabilitação, melhores serão os resultados. Então, como é que nós, pais, podemos detetar qualquer atraso mental nos nossos filhos? De seguida, apresentamos alguns testes simples que os pais devem realizar cuidadosamente com base na idade mensal corrigida do seu filho. Teste 1: Seguimento visual de uma bola vermelha ou de um rosto humano Com o bebé deitado de costas e com a cabeça na posição mediana, utilize uma bola vermelha com 250 px de diâmetro e agite-a suavemente a 500 px dos olhos do bebé para chamar a sua atenção. Em seguida, os olhos e a cabeça do bebé são movidos lentamente em arco para a esquerda e para a direita, observando como os olhos e a cabeça do bebé seguem o movimento da bola vermelha. Normal: o bebé de 1 mês consegue seguir o olho, mas a cabeça pode não se virar; o bebé de 2 meses vira os olhos e a cabeça até 45 graus para a esquerda e para a direita; o bebé de 3 a 4 meses segue 90 graus para a esquerda e para a direita, ou seja, vira 180 graus. Anomalias: incapacidade de olhar ou pequena amplitude de perseguição e rotação da cabeça. Teste 2: Posição de puxar e sentar e ereção da cabeça O bebé deita-se de costas com a cabeça na posição intermédia. O examinador apoia os antebraços do bebé de ambos os lados e puxa-o lentamente até 45 graus para observar a elevação da cabeça, e depois puxa-o para a posição sentada para observar a ereção da cabeça. Normal: a cabeça do bebé de 1 mês fica pendurada para trás quando puxada para cima e pode ficar de pé durante 5 segundos na posição sentada; a cabeça do bebé de 2-3 meses fica ligeiramente pendurada para trás e pode ficar de pé durante mais de 15 segundos; a cabeça e o tronco do bebé de 4 meses levantam-se em linha reta quando puxados para cima e ficam de pé de forma constante e podem virar a cabeça de um lado para o outro para ver. Anormal: o bebé de 1 mês não consegue manter a cabeça erguida; a cabeça do bebé de 2-4 meses é dorsiflexionada quando puxada para cima e não consegue manter a cabeça erguida. Teste 3: Elevação da cabeça em decúbito ventral e apoio das mãos Coloque o bebé em decúbito ventral e provoque-o com um brinquedo à frente da cabeça para observar a elevação da cabeça e o apoio das mãos. Normal: a cabeça do bebé de 1 mês está virada para um lado; o bebé de 2 meses consegue manter a cabeça levantada por um momento com o queixo fora da cama; o bebé de 3 meses mantém a cabeça levantada a mais de 45 graus com apoio do cotovelo; o bebé de 4 meses mantém a cabeça levantada a 90 graus com apoio do cotovelo e consegue virar a cabeça de um lado para o outro. Anormal: a criança de 2-3 meses não consegue levantar a cabeça; a criança de 4 meses tem uma elevação instável da cabeça e não consegue usar o apoio do cotovelo para manter o peito fora da cama. A criança está deitada de costas ou numa posição sentada e um brinquedo é pendurado à sua frente para a induzir a alcançá-lo. Normal: a criança de 3 meses tem consciência de que está a alcançar, mas não consegue; a criança de 4 meses consegue alcançar, mas não necessariamente o brinquedo; a criança de 5 meses consegue alcançar o brinquedo. Anormal: a criança de 4 meses não tende a alcançar os objectos, a criança de 5 meses não alcança os objectos. Teste 5: Rolar A criança é colocada em posição supina (com roupa fina) e é provocada com um brinquedo para rolar para um lado. Normal: aos 3 meses, a criança tem consciência de que está a rolar e pode rolar para o lado. Aos 4 meses, a criança pode rolar da posição supina para a posição prona. Anormal: aos 4 meses, não tem consciência de que está a rolar, aos 5 meses, não consegue rolar para o lado, aos 6 meses, não consegue rolar da posição supina para a posição prona. Teste 6: Sentar-se para a frente 5-6 meses não serão anormais. Teste 7: Interação e emoção Fale com a criança cara a cara e observe o seu comportamento. Normal: aos 2 meses, a criança pode sorrir espontaneamente e emitir pequenos sons guturais; aos 3 meses, pode provocar e pronunciar palavras; aos 4-5 meses, interessa-se pelo que a rodeia e, aos 6 meses, consegue reconhecer pessoas conhecidas. Anormal: aos 3 meses, não sorri quando é provocado cara a cara; aos 4 meses, não emite sons; aos 5 meses, não se interessa pelo que o rodeia; aos 6 meses, a sua expressão é indiferente e não reage de forma particular às pessoas que cuidam dele. Os pais devem seguir alguns dos testes simples acima referidos e, se encontrarem alguma anomalia suspeita no seu filho, devem procurar assistência médica precoce e um tratamento de reabilitação precoce, que será muito eficaz. Se possível, o melhor é recorrer a instituições especializadas para acompanhamento e formação especial, devendo os pais também participar ativamente nas intervenções para obter melhores resultados. Quanto mais precoce for a deteção, mais eficaz será a intervenção. A ênfase principal na intervenção abrangente precoce é que os pais devem dar uma estimulação sensorial intensiva, treino visual e auditivo, para além de brinquedos como bolas vermelhas e cartões a preto e branco, e estimulação com luz vermelha para aqueles que não mostram o olhar. Em segundo lugar, a estimulação facial também é muito importante. A frequência e a intensidade da estimulação devem ser aumentadas gradualmente, provocando a criança cara a cara, usando expressões emocionais positivas e sons para guiar o olhar da criança. As outras habilidades motoras e o treino prático são os mesmos de antes. Se os pais intervierem ativamente em casa, podem ter um efeito muito bom na prevenção do atraso mental.