Como é que se pode ter a certeza de que a pessoa tem a doença de Alzheimer?

Não existe um teste específico para confirmar se uma pessoa tem a doença de Alzheimer. Os médicos determinam se uma pessoa tem a doença com base nas informações fornecidas pelo doente e nos resultados de vários testes que podem ajudar no diagnóstico. Métodos de deteção da doença de Alzheimer Para ajudar a distinguir entre outras causas de perda de memória e a doença de Alzheimer, os médicos recorrem atualmente aos seguintes tipos de exames: 1. Exames físicos e neurológicos. Os médicos efectuam um exame físico para avaliar as várias condições de saúde neurológica do doente, verificando os seguintes aspectos: reflexos, força muscular, capacidade de se levantar de uma cadeira ou de andar pela casa, tato e visão, coordenação e equilíbrio. 2. análises laboratoriais. As análises ao sangue podem ajudar os médicos a excluir outras causas potenciais de perda de memória e confusão, como doenças da tiroide ou deficiências vitamínicas. 3. testes psicológicos. O médico pode efetuar um pequeno teste psicológico para avaliar a memória e outras capacidades de raciocínio do doente. Um pequeno teste psicológico demora cerca de 10 minutos a ser realizado. 4. testes neuropsicológicos. O médico pode querer fazer uma avaliação mais completa do raciocínio e da memória do doente e, normalmente, utiliza uma série de escalas para o testar. Os testes neuropsicológicos mais longos, que podem demorar várias horas a concluir, podem fornecer informações pormenorizadas sobre o funcionamento mental do doente em comparação com outros doentes com antecedentes semelhantes. Este tipo de teste será muito útil se o médico considerar que o doente sofre de doença de Alzheimer precoce ou de outro tipo de demência. 5) Exames de imagiologia cerebral. A imagiologia cerebral atualmente utilizada centra-se em anomalias visíveis associadas a outras doenças que não a doença de Alzheimer, como acidentes vasculares cerebrais, traumatismos ou tumores, que podem causar alterações cognitivas. Novas técnicas de imagiologia atualmente utilizadas em grandes instituições médicas ou em fase de ensaio clínico podem ajudar os médicos a detetar alterações cerebrais específicas devidas à doença de Alzheimer. As técnicas de imagiologia do cérebro incluem: A. Tomografia computorizada (TC). Durante uma tomografia computorizada, o doente deita-se numa mesa de exame e desliza para uma pequena sala. Os raios X são injectados no seu corpo em diferentes ângulos e um computador utiliza esta informação para sintetizar e obter uma imagem transversal do seu cérebro. O exame é indolor e demora cerca de 20 minutos. Atualmente, é utilizado para excluir tumores cerebrais, acidentes vasculares cerebrais e traumatismos cranianos. B. Ressonância magnética (MRI): A MRI utiliza ondas de rádio e um forte campo magnético para produzir imagens pormenorizadas do cérebro. Atualmente, a RM é utilizada principalmente para excluir outras doenças que se apresentam com sintomas cognitivos. C. Tomografia por emissão de positrões (PET). Para uma PET, é colocada uma sonda sem fios de baixo nível na veia do doente. A nova tecnologia PET pode detetar o nível de placa no cérebro do doente. Os investigadores estão atualmente a trabalhar com os médicos para desenvolver novas ferramentas de diagnóstico para ajudar a diagnosticar a doença de Alzheimer. As novas tecnologias que estão a ser desenvolvidas incluem métodos alternativos de imagiologia cerebral, testes psicológicos mais sensíveis e a medição de proteínas ou tipos de proteínas importantes no sangue ou no fluido cremaster. Acredita-se que com os avanços tecnológicos e os esforços de um grande número de profissionais médicos, o diagnóstico da doença de Alzheimer tornar-se-á mais preciso, permitindo assim que a maioria dos doentes receba tratamento o mais cedo possível.