Alterações no sangue arterial para o testículo durante a torção testicular

  O fornecimento de sangue arterial ao testículo é utilizado em aplicações clínicas (as arteríolas que fornecem o testículo são encontradas dentro do chumbo testicular, pelo que a preservação do chumbo testicular não deve ser negligenciada para manter o fornecimento de sangue ao testículo).  1. artéria testicular ↔ artéria espermática interna 2. artéria levedora ↔ artéria da parede abdominal inferior 3. artéria vaso deferente ↔ artéria cística superior  a A distribuição do fornecimento de sangue da artéria do vaso deferente: todo o vaso deferente, a cabeça, o corpo e a cauda do epidídimo e parte do parênquima testicular.  b A artéria testicular fornece sangue a todo o testículo.  c A artéria levator está na superfície da fáscia interna do cordão espermático e fornece pouco sangue para as estruturas internas. Contudo, alguns ramos terminais podem atingir o pólo inferior do testículo a anastomose com os laços do canal deferente do epidídimo, enquanto fornecem o esfíncter do testículo.  Durante a progressão da torção testicular, necrose isquémica, as estruturas mais importantes para o testículo são as estruturas parenquimatosas do testículo (varicocele testicular e estruturas celulares como o sertoli/lydig) e em termos de importância a artéria testicular > a artéria vaso deferente > a artéria levator ani (a artéria levator ani fornece principalmente a bainha visceral e as estruturas periféricas do testículo e é fornecida por uma anastomose colateral).  Na torção testicular, porque as estruturas da fáscia interna do cordão espermático são torcidas, a artéria testicular > a artéria vaso deferente > a artéria levedora são afectadas e ocorre uma necrose isquémica, que é frequentemente mais evidente no centro do testículo.  O aspecto mais fatal e essencial da necrose isquémica na torção testicular é que o fornecimento de sangue ao parênquima testicular terminou, não a borda, e não a bainha.  A patologia da torção testicular: o testículo entra gradualmente numa fase que se assemelha à gangrena seca, enquanto a obstrução venosa precoce e a libertação tardia de material inflamatório da cavidade da bainha, tecidos periféricos, congestão causadora de edema e edema contínuo da isquemia, em conjunto levam às manifestações inflamatórias locais na área escrotal clínica.  Um fenómeno clínico comum visto em casos de torção testicular é a necrose isquémica do epidídimo testicular com uma resposta inflamatória correspondente nos tecidos circundantes e um aumento do fornecimento de sangue, que pode ser visto na TCE ultra-sónica e é mais pronunciada durante a cirurgia, com congestão e edema na camada do esfíncter testicular e nos tecidos além.  Aplicação 1 Isto explica porque alguns dos resultados da ecografia após necrose torcional sugerem que o fornecimento central de sangue ao testículo é reduzido, enquanto o escroto está inchado e há um fluxo parcial de sangue na periferia do testículo.  Aplicação 2 Porque a origem do vaso deferente da artéria e da artéria raphe testicular está abaixo do anel interno, a hipótese de atrofia testicular é rara mesmo que a artéria espermática interna seja danificada quando a veia espermática interna é ligada na fossa ilíaca e laparoscopicamente acima do anel interno (2 cm acima do anel interno).