O cancro do rim é um dos tumores malignos comuns e a sua incidência tem aumentado mais de 9% anualmente na China nos últimos 20 anos. Estima-se que o cancro renal é responsável por 2-3% de todos os tumores malignos em adultos. A incidência do cancro renal varia de país para país ou região para região, sendo a incidência do cancro renal nos países desenvolvidos mais elevada do que nos países em desenvolvimento. A incidência do cancro do rim tem vindo a aumentar constantemente nos países desenvolvidos ao longo das últimas duas décadas. Com a melhoria dos cuidados médicos, a proporção de cancros renais em fase inicial (< 4 cm) aumentou significativamente. Para estes pequenos cancros renais, existe uma tendência clínica crescente para a cirurgia de conservação dos rins. No entanto, muitas pessoas duvidam da eficácia da cirurgia de conservação dos rins, receando que o tumor não seja cortado de forma limpa e que se repita facilmente. Então, quão eficaz é a cirurgia de conservação dos rins? Vejamos um estudo publicado em Outubro de 2010 no Gold Medal Urology Journal (urologia), que comparou a eficácia da cirurgia de conservação dos rins com a nefrectomia radical para o cancro do rim em fase inicial. O estudo examinou 1.622 casos de cancro renal precoce tratados com cirurgia de preservação dos rins e 5.658 casos de cancro renal precoce tratados com nefrectomia radical entre 1988 e 2004. Após 5 anos de seguimento, verificou-se que a taxa de morte devido a cancro renal após cirurgia de conservação dos rins foi de 1,8%, enquanto a taxa de morte devido a cancro renal após nefrectomia radical foi de 2,5%, o que não foi uma diferença significativa. Contudo, a taxa de mortalidade não carcinogénica após cirurgia radical foi três vezes superior à da cirurgia de preservação do rim, sendo a principal razão para tal a elevada incidência de insuficiência renal crónica após cirurgia radical. Este estudo concluiu que a cirurgia de preservação do rim é comparável à cirurgia radical em termos de eficácia no controlo do cancro renal em fase inicial, mas que a cirurgia de preservação do rim tem menos complicações a longo prazo (principalmente insuficiência renal), pelo que recomenda que a cirurgia de preservação do rim para o cancro renal em fase inicial deve ser promovida nos hospitais onde está disponível.