Se os ácidos biliares estiverem elevados durante a gravidez, causando colestase, não há perigo óbvio para a mulher grávida, mas podem causar coisas como uma redução na síntese de factores de coagulação e a possibilidade de hemorragia pós-parto. Os ácidos biliares podem estimular o útero e libertar prostaglandinas, que podem induzir contracções do útero. O efeito sobre o feto pode causar um parto prematuro. A incidência de parto prematuro pode atingir 30% ou mais em mulheres grávidas com estase biliar. Devido aos efeitos dos ácidos biliares, também pode causar uma redução do volume do espaço interviloso da placenta e edema das células trofoblásticas, algumas destas alterações patológicas. Estas alterações patológicas podem resultar numa troca deficiente de oxigénio e nutrientes entre o feto e a mãe, levando a um atraso do crescimento intra-uterino, hipoxia intra-uterina e mesmo morte fetal intra-uterina. A morte fetal intra-uterina ocorre frequentemente de forma súbita e imprevisível. Por conseguinte, as mulheres grávidas com colestase devem ser monitorizadas regularmente para verificar os batimentos cardíacos fetais e os sinais vitais do feto.