A aspirina não deve ser tomada de forma intermitente

No Simpósio Internacional de AVC de 2005 da American Stroke Association em Nova Orleães, EUA, o Dr. Patrick Michael da Universidade de Lausanne, Suíça, apresentou recentemente os resultados de um novo estudo: os doentes com AVC que tomam aspirina de forma intermitente têm um risco significativamente maior de sofrer outro AVC. As conclusões são o resultado de um estudo efectuado pelo Dr. Patruk em 618 doentes. No seu estudo, o Dr. Patruk descobriu também que um segundo episódio típico de AVC ocorre normalmente nos primeiros 8 a 10 dias após um doente ter interrompido a toma de aspirina, devido ao facto de o doente ter de ser submetido a uma cirurgia e deixar de a tomar para evitar hemorragias intra-operatórias. Por conseguinte, o Dr. Patruk considera que a aspirina não deve ser interrompida por receio do risco de hemorragia cirúrgica. Uma equipa científica do Hospital Pasteur de Nice, em França, chegou recentemente a uma conclusão semelhante à do Dr. Patruk. Sobre esta questão, o Professor Li Xiaoying, do Hospital Geral do PLA, afirmou: “A aspirina tem um papel fundamental na prevenção e no tratamento das doenças cardiovasculares e tem uma boa relação qualidade/preço, sendo que o produto Bayer Aspirin da Bayer, por exemplo, não custa mais de 20 yuan por mês. Infelizmente, a utilização da aspirina está longe de ser universal. Cerca de 5 milhões de pessoas morrem anualmente de doenças coronárias na China, das quais apenas 15% recebem tratamento com aspirina. Se todos estes doentes tivessem acesso à aspirina, evitar-se-ia cerca de um milhão de mortes por ano”.