Porque é que o planeamento pré-operatório é necessário para a cirurgia do glioma?

Os médicos precisam de desenvolver um plano pré-operatório antes de efectuarem a cirurgia em doentes com gliomas, de modo a obterem um melhor resultado. Hoje, vamos falar das vantagens do planeamento pré-operatório e do seu desenvolvimento! Por que precisamos de um plano pré-operatório? 1 . Limitações da ressecção tradicional de glioma A cirurgia tradicional de ressecção de glioma depende principalmente da morfologia anormal do tecido tumoral, da diferença de cor e textura entre o tumor e o tecido cerebral normal para a localização do tumor e o delineamento do limite da ressecção do tumor. No caso dos gliomas na área funcional do cérebro, a cirurgia tradicional não consegue determinar bem a localização espacial do tumor em relação às estruturas circundantes, o que leva a mais complicações e défices neurológicos nos doentes após a cirurgia. 2) A superioridade do planeamento pré-operatório evolutivo Nos últimos anos, com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia médicas, a tecnologia de neuronavegação e a tecnologia de fusão de imagens multimodais têm sido amplamente utilizadas na neurocirurgia. Estas tecnologias podem ajudar o operador a desenvolver um plano cirúrgico pré-operatório mais adequado, a localizar o tumor com maior precisão durante a operação, a reduzir complicações desnecessárias e a conseguir uma ressecção com a máxima segurança. A neuroimagem multimodal é integrada com a tecnologia de neuronavegação, que é depois aplicada ao planeamento pré-operatório e ao seguimento intra-operatório de imagens em tempo real. Como elaborar um plano pré-operatório? Em primeiro lugar, no planeamento pré-operatório, as informações de neuroimagem multimodal são integradas e várias características de imagem são apresentadas na mesma imagem, de modo a obter informações completas e precisas sobre a lesão tumoral e o tecido cerebral normal. Em seguida, a ligação entre as informações de imagem fundidas e as estruturas anatómicas do sistema nervoso é estabelecida por tecnologia informática, que calcula e apresenta a localização exacta da lesão, bem como a sua relação espacial com as estruturas tecidulares importantes circundantes (por exemplo, feixes de condução nervosa, vasos sanguíneos e áreas funcionais importantes, etc.). Finalmente, com base nestas informações, são desenvolvidas estratégias cirúrgicas para maximizar a remoção do tumor, garantindo simultaneamente a segurança do doente. Para além da cirurgia do glioma, este é também o caso do planeamento pré-operatório de outras doenças no nosso departamento, que é também o resultado dos nossos anos de esforços para praticar o conceito de “diagnóstico e tratamento de precisão”. Em suma, o planeamento pré-operatório pode ajudar melhor os médicos a avaliar o estado do doente e a formular um plano cirúrgico. Por conseguinte, o planeamento pré-operatório é essencial no tratamento cirúrgico do glioma.