Porque é que a cultura de blastocisto é necessária? No dia da recolha do óvulo, o óvulo e o espermatozoide são fertilizados e cultivados durante 3 dias para formar um embrião em fase celular, a que chamamos “blastocisto”, e se forem cultivados durante mais 2 dias, ou seja, 5 dias após a recolha do óvulo, o embrião desenvolver-se-á num “blastocisto”. De um modo geral, um embrião de boa qualidade acabará por formar um blastocisto. Por outras palavras, durante os mais 2 dias de incubação, há um processo de eliminação do próprio embrião. Por isso, acreditamos que os blastocistos são mais indicativos do potencial de crescimento do mesmo embrião, e têm uma taxa de implantação e de gravidez mais elevada do que os embriões. Quais são os riscos da cultura de blastocistos? A cultura de blastocistos tem um elevado grau de segurança, como confirmado por muitos anos de prática clínica e utilização generalizada. No entanto, devido às diferenças na qualidade dos embriões, existem potenciais danos imprevistos que podem ser causados aos embriões durante a cultura de blastocistos, tais como: paragem do desenvolvimento ou mesmo morte dos embriões, resultando na ausência de embriões, transferência de blastocistos ou congelação no ciclo atual. A cultura de blastocistos pode também aumentar a incidência de gémeos monozigóticos. As pacientes que engravidam através da cultura de blastocistos podem ter outras complicações na gravidez e no parto, como aborto espontâneo, gravidez anormal e malformações fetais/neonatais, tal como aconteceria numa gravidez natural.