A inseminação artificial refere-se à introdução de espermatozóides no trato reprodutor feminino de forma não conjugal para efeitos de fertilidade. Atualmente, os principais métodos clínicos realizados são a inseminação intra-uterina, a inseminação intracervical, a inseminação intravaginal e a inseminação intra-tubal. A inseminação intra-uterina utiliza geralmente o método de injeção intra-uterina de sémen lavado, utilizando um espéculo para expor o colo do útero, inserindo um tubo de plástico fino na cavidade uterina através do tubo cervical, injectando-o lentamente e depois deitando-se durante 20-30 minutos, este método pode selecionar espermatozóides com melhor vitalidade e melhorar a taxa de conceção. O método de inseminação intracervical consiste em expor o colo do útero com um dilatador, injetar 0,2-0,3 ml de sémen no canal cervical, injetar o restante sémen nos fórnices anterior e posterior e deitar-se durante 20 minutos. A inseminação intravaginal é mais simples, necessitando apenas de uma seringa ligada a um tubo de plástico para injetar o sémen na vagina e de se deitar durante 20 minutos. A inseminação intra-tubal significa que, após a deteção da ovulação por ecografia, a inseminação é efectuada através da injeção de sémen na trompa de Falópio. No entanto, é importante notar que ambos os casais devem ser submetidos a um exame sistemático e exaustivo antes de se submeterem à inseminação artificial, e que os indicadores físicos de ambos os casais cumprem os critérios para a inseminação artificial antes de esta poder ser efectuada.