A obstrução tubária é uma causa importante de infertilidade feminina, sendo a inflamação a principal causa da patologia. Pode ser causada por tratamento incompleto ou inoportuno da infecção aguda das trompas, resultando em aderências à mucosa das trompas, tais como abortos incompletos, inflamação causada pela placenta residual, e em alguns casos, infecção tubária crónica secundária a dispositivos intra-uterinos, o que pode levar ao espessamento e endurecimento das trompas, aderências à luz, estreitamento das trompas, e mesmo aderências aos tecidos circundantes, afectando assim a função de recolha de óvulos das trompas e a sua capacidade de transportar esperma e óvulos. A maioria dos pacientes com obstrução tubária têm doenças inflamatórias pélvicas crónicas, tais como dor num ou em ambos os lados do abdómen inferior, cólicas, corrimento e dores nas costas. A efusão tubária é um tipo mais comum de inflamação tubária crónica. Após a inflamação tubária, quer devido a aderências e atresia, a secreção de células mucosas acumula-se no lúmen do tubo, quer devido a aderências no istmo e na extremidade umbilical da inflamação tubária, a obstrução forma pus tubário, quando as células pus no lúmen do tubo são absorvidas, acaba por se tornar um líquido aquoso, ou em alguns casos, o líquido é absorvido deixando uma concha vazia, que mostra uma sombra de efusão durante a imagiologia.