Água e cálculos urinários-1

A medida preventiva mais importante para a recorrência de cálculos urinários é conseguir a diluição da urina através da ingestão elevada de líquidos. Com base nos resultados de estudos epidemiológicos e clínicos, são resumidos os efeitos da ingestão de líquidos e do volume de urina no risco de formação de cálculos e na prevenção da recorrência. Diluição da urina e cristalização do sal formador de cálculos Teoricamente, a grande ingestão de líquidos inibe a formação de cálculos ao reduzir a concentração de componentes formadores de cálculos, mas também reduz a concentração de inibidores da formação de cálculos. Na prática, a diluição da urina no organismo não altera significativamente a secreção dos factores formadores de cálculos (cálcio, oxalato, fósforo, ácido úrico, etc.) e dos factores inibidores (magnésio e citrato), nem o pH (acidez/alcalinidade) da urina. Desidratação crónica O baixo débito urinário persistente resulta principalmente de uma baixa ingestão de líquidos ou de um aumento da perda de água pela pele e pelas vias respiratórias. Suporta uma elevada incidência de cálculos urinários que complicam a exposição à desidratação crónica. Investigações epidemiológicas demonstraram que as temperaturas elevadas, a atividade física intensa e a reposição inadequada de líquidos estão associadas a uma elevada incidência de cálculos urinários e que a ocorrência de cólicas renais e cálculos associados a alterações sazonais (durante ou após a estação quente) foi atribuída à redução do débito urinário na presença de temperaturas elevadas.