A hipercalemia na diabetes é vista principalmente em várias situações. Uma delas é uma complicação aguda da diabetes, tal como a cetoacidose diabética. Os danos renais agudos causados por desidratação grave e volume sanguíneo reduzido levam a uma função renal reduzida e a uma excreção reduzida de potássio pelos rins. A acidose também causa uma deslocação de iões de potássio de intracelular para extracelular, e múltiplos factores causam hipercalemia em doentes com cetoacidose diabética. A hipercalemia será gradualmente corrigida à medida que a reposição de fluidos, a correcção do défice do volume de sangue circulante e a acidose forem sendo corrigidas. Há também o caso de complicações crónicas da diabetes, como a nefropatia diabética, que progride para a fase final da uremia, afectando gravemente a excreção renal de potássio e levando à hiperkalaemia. Também é possível ter um paciente com nefropatia diabética cujo potássio sanguíneo ainda pode ser mantido como normal apesar da redução da função renal. A hiperkalaemia pode também resultar do uso de drogas com efeitos protectores do potássio, tais como inibidores da enzima de conversão da angiotensina, antagonistas dos receptores da angiotensina II e drogas diuréticas, protectoras do potássio.