Conhecimento da cardiomiopatia dilatada

A cardiomiopatia dilatada (doença cardíaca dilatada) é uma cardiomiopatia de etiologia indeterminada, caracterizada pelo aumento das câmaras do ventrículo esquerdo, do ventrículo direito ou biventricular e por disfunção sistólica, etc. O diagnóstico é facilitado pela ecografia cardíaca. As manifestações clínicas são dominadas pela redução da função sistólica do ventrículo esquerdo, insuficiência cardíaca progressiva, arritmias, tromboembolismo e morte súbita. Etiologia: 1. idiopática: a causa é desconhecida e tem sido relatada na literatura como responsável por aproximadamente 50% dos casos. 2. familiar: 25%-50% têm mutações genéticas ou antecedentes genéticos familiares. 3. secundária, que pode ser causada por outras doenças, factores imunitários ou ambientais. 2) Manifestações clínicas: As manifestações precoces são o aumento dos ventrículos e as arritmias, seguidas pelo desenvolvimento progressivo de insuficiência cardíaca. Após o início dos sintomas de insuficiência cardíaca, a taxa de sobrevivência de 5 anos é de apenas 50%. O tratamento da doença cardíaca dilatada consiste principalmente em melhorar os sintomas, prevenir complicações e parar a progressão da doença, e alguns doentes cujo estado se deteriora necessitam de transplante cardíaco. Tratamento: 1. tratamento etiológico: procurar ativamente a causa da doença, excluir todas as causas possíveis de doença cardíaca e administrar um tratamento ativo, como o controlo de infecções, a limitação rigorosa ou a interrupção do consumo de álcool, a alteração de um estilo de vida pobre, etc. 2. terapia medicamentosa: dependendo das fases inicial, intermédia e final da doença, são administrados diferentes tratamentos, por exemplo, nas fases iniciais: β-bloqueadores, ACEI são administrados para meras alterações estruturais do coração. nas fases intermédias: (1) utilização racional de diuréticos. (2) Os IECA ou BRA devem ser utilizados de forma agressiva em todos os doentes sem contra-indicações.(3) Os beta-bloqueadores devem ser utilizados em todos os doentes com doença estável e FEVE <40%. (4) A espironolactona e a digoxina podem ser utilizadas em doentes com manifestações moderadas ou graves de insuficiência cardíaca sem compromisso grave da função renal. (5) A amiodarona, etc., pode ser utilizada em doentes com arritmias que conduzam a risco de morte súbita cardíaca. Na fase avançada: para além dos diuréticos, IECA/BAR, digoxina e outros fármacos, pode ser considerada a aplicação a curto prazo de fármacos ortomiméticos, como a dobutamina e o inibidor da fosfodiesterase milrinona. Além disso, a aspirina oral 75-100mg/d é necessária para prevenir a trombose de ligação. A anticoagulação a longo prazo com varfarina oral e um INR entre 2,0 e 2,5 é obrigatória para os doentes que já tiveram trombose episcleral e tromboembolismo. 3. Tratamento não farmacológico ①Terapia de pacing: Em doentes com doença cardíaca dilatada com síndrome do seio doente ou bloqueio atrioventricular, um pacemaker pode ajudar a aumentar a frequência cardíaca, aumentar o volume dos batimentos cardíacos e melhorar os sintomas clínicos. (2) Terapia de ressincronização (CRT): (3) Terapia de ablação por radiofrequência: a ablação por radiofrequência é realizada em doentes com doença cardíaca dilatada com flutter auricular crónico. 4) Tratamento cirúrgico (1) Cirurgia de descompressão do ventrículo esquerdo. (2) Dispositivo de assistência ao coração esquerdo. (3) Transplante cardíaco. 5. Outros tratamentos ainda estão a ser explorados, como a imunoterapia, o transplante de células, etc.