Após o nascimento, é habitual haver uma pequena quantidade de derrame pericárdico, pois normalmente temos uma pequena quantidade de líquido no pericárdio, embora possa parecer maior numa criança devido ao pequeno tamanho do coração. No entanto, a quantidade de líquido desaparece à medida que a criança cresce, a não ser que o feto esteja associado a mesotelioma pericárdico, quistos pericárdicos ou outros factores infecciosos ou neoplásicos, caso em que o líquido pode ser absorvido muito rapidamente, sem grandes problemas hemodinâmicos. No entanto, se a quantidade de derrame pericárdico for muito grande após o nascimento, independentemente da causa, devemos inserir ativamente um tubo para drenagem e, após a drenagem, melhorar a função sistólica e diastólica do coração, a fim de aliviar o prognóstico, que é o princípio básico do tratamento do derrame pericárdico após o nascimento.