Uma análise ao sangue procura vírus ou bactérias?

A contagem de leucócitos de células do sangue periférico e a percentagem de neutrófilos são também frequentemente utilizadas clinicamente como uma das ferramentas tradicionais de rastreio para determinar se existe uma infecção bacteriana. Uma contagem de leucócitos baixa ou reduzida e um aumento da contagem ou da percentagem de linfócitos sugere uma infecção viral. Uma contagem elevada de leucócitos e uma contagem ou percentagem de neutrófilos sugere uma infecção bacteriana. Por exemplo, uma contagem reduzida de leucócitos pode ser um sinal de infecção bacteriana grave, mas uma contagem aumentada de leucócitos e de neutrófilos ou uma percentagem de neutrófilos pode não ser necessariamente uma infecção bacteriana. A utilização isolada da contagem de leucócitos do sangue periférico e da percentagem de neutrófilos como ferramenta de rastreio de infecções bacterianas ou virais não é sensível nem específica. Os marcadores de resposta aguda, como a sedimentação sanguínea, a proteína C-reactiva e o calcitoninogénio sérico, também não podem ser utilizados isoladamente ou em combinação para distinguir entre infecções bacterianas e virais, nem constituem um bom indicador da presença de uma infecção bacteriana grave.