Um endométrio espesso pode afetar a gravidez. Normalmente, a partir do fim da menstruação, o endométrio cresce gradualmente e fica mais espesso, passando de 0,5 mm para cerca de 5 mm, em resposta às hormonas. Se a ovulação não resultar em conceção, o endométrio continuará a engrossar, atingindo cerca de 10 mm na altura do período pré-menstrual. Depois, à medida que o corpo lúteo falha, os níveis hormonais descem e o endométrio é despoletado, formando o período menstrual. Se o revestimento do útero for demasiado espesso, significa que existe uma hiperplasia do revestimento uterino, o que pode dificultar a fixação e o desenvolvimento de um óvulo já fecundado, podendo assim afetar a gravidez. Se o exame revelar que o endométrio é demasiado espesso, por exemplo, >2 cm ou mesmo >2,5 cm antes da menstruação, significa que pode haver pólipos ou lesões no endométrio, o que pode afetar a gravidez nessa altura. Se o endométrio for demasiado espesso, deve ser diagnosticado sob a orientação de um médico e tratado de forma normalizada para evitar atrasar a doença.