Uma placa moderadamente ecogénica é perigosa?

O nível de risco das placas moderadamente ecogénicas situa-se entre o das placas fortemente ecogénicas e o das placas fracamente ecogénicas, sendo também avaliado no contexto da dimensão, localização, sintomas e história clínica da placa. 1) Quando a placa é grande, o grau de estenose é grave, o que facilita o bloqueio do vaso sanguíneo e torna-o mais perigoso, e vice-versa. 2) As placas localizadas na artéria carótida têm maior probabilidade de provocar isquémia cerebral e são mais perigosas do que as placas localizadas nas artérias dos membros inferiores, que são menos perigosas. 3) Se a placa estiver localizada na artéria carótida, se for acompanhada de tonturas transitórias, afasia e outras manifestações, indica que já existem sintomas de isquémia cerebral, e o risco é maior do que o das pessoas que não têm manifestações clínicas. 4. se o doente for idoso, tiver antecedentes de diabetes mellitus ou hipertensão arterial e tiver um mau controlo diário da glicemia ou da pressão arterial, o risco é superior ao de uma pessoa mais jovem, de uma pessoa sem antecedentes de doença crónica ou de uma pessoa com antecedentes de doença, mas cuja glicemia e pressão arterial estejam estáveis com medicação. O termo placa ecogénica moderada é geralmente descrito nos relatórios de ecografia vascular. A ecografia descreve as placas ecogénicas fortes como estáveis, as placas ecogénicas fracas como instáveis e as placas ecogénicas moderadas como intermédias em termos de estabilidade, indicando que a placa se encontra numa fase de transição e que existe algum risco de tratamento ativo e de revisão regular.