O AVC causa danos localizados no tecido cerebral, impedindo-o de funcionar eficazmente. Contudo, o cérebro humano tem um elevado grau de reorganização e plasticidade, o que significa que o cérebro pode, sob várias formas, permitir que outras partes do cérebro substituam o tecido cerebral danificado no exercício das suas funções originais. E esta capacidade de reorganização e plasticidade está intimamente relacionada com o treino de reabilitação. Quanto mais cedo e mais adequado for o treino de reabilitação, mais evidente será a recuperação das funções cerebrais danificadas. A reabilitação precoce pode facilitar o estabelecimento da circulação colateral neural ou das ligações sinápticas axonais neuronais, a compensação do hemisfério contralateral e a reorganização da função. Além disso, a reabilitação precoce pode reduzir complicações tais como pneumonia e feridas de pressão e melhorar a confiança dos pacientes na superação da doença. Por conseguinte, a reabilitação precoce de doentes com AVC agudos é de grande importância para reduzir o grau de défice neurológico, melhorar o autocuidado e a função motora, e prevenir a ocorrência de comorbilidades.