Marcadores Biológicos de Suicídio

  Acidentes de trânsito, cancro terminal, ataques cardíacos, terramotos e tsunamis …… Há sempre demasiadas formas pungentes de vida que podem passar. Mas sabia que, para além destas catástrofes naturais e provocadas pelo homem, há muitas pessoas que terminam as suas vidas de uma forma bastante desoladora – por suicídio?  De acordo com investigações, só em 2011, cerca de 40.000 pessoas morreram por suicídio nos Estados Unidos, enquanto o número de suicídios a nível mundial se aproximava de um milhão. O suicídio, tornou-se uma das principais causas de morte acidental a nível mundial. O suicídio é considerado como um comportamento extremo em pessoas susceptíveis causado pelo estímulo de um evento de vida específico ou pelo início de uma doença mental. As características de susceptibilidade destas populações baseiam-se em factores de risco genéticos, que por sua vez produzem alterações orgânicas neurofisiológicas devido à acumulação de eventos traumáticos subsequentes, doenças físicas e psicológicas, etc.  Muitos estudos demonstraram que existe uma base biológica significativa para o suicídio. Os factores biológicos associados ao suicídio incluem o eixo “hipotálamo-hipófise-adrenal” (eixo HPA) e o sistema da mancha azul norepinefrina na resposta biológica ao stress, citocinas, ácidos gordos polinsaturados, o sistema endógeno opióide, neurotransmissores tais como 5-hidroxitriptamina, norepinefrina, dopamina, ácido gama-aminobutírico, glutamato marcadores moleculares de neuroplasticidade, etc.  O suicídio é um problema complexo em que múltiplos sistemas biológicos estão inter-relacionados, e o desenvolvimento de um modelo de suicídio deve ser um todo unificado que atravesse estes sistemas, embora seja necessária mais investigação sobre os componentes biológicos envolvidos neste modelo. Contudo, alguns dos dados actuais sugerem que a disfunção do sistema de resposta ao stress humano, particularmente a disfunção do eixo HPA, é um dos marcadores biológicos mais críticos do suicídio, e que tal disfunção pode reflectir-se em marcadores neuroinflamatórios, na função glutamatosa, e na plasticidade das células nervosas e circuitos intracerebral. A disfunção do eixo CRH/hipotalâmico-hipófise-adrenal’ (CRH-HPA) tem implicações no suicídio em relação a muitos sistemas (por exemplo, 5-hidroxitriptamina, sistema opioide, sistema glutamato, vias inflamatórias, estado lipídico, neuroplasticidade, sistema neurogénico). Podemos assim ver também que o suicídio não é um comportamento que possa ser definido ou previsto por um único factor, mas é uma situação complexa com múltiplos marcadores biológicos associados a múltiplos sistemas.  Em resumo, os marcadores biológicos mais significativos do suicídio são o sistema de resposta ao stress e as suas respostas a jusante, bem como as anomalias na função do sistema de 5-hidroxitriptamina. Dada a complexidade dos factores biológicos do suicídio, a investigação futura pode examinar mais estudos paralelos de múltiplos marcadores biológicos de suicídio e tentar isolar o papel específico de cada marcador.