No início da vida embrionária, o peritoneu tem uma protrusão em forma de bolsa para fora no anel inguinal interno chamado esfíncter peritoneal, que desce ao longo do chumbo testicular. O chumbo testicular é o cordão que liga o testículo localizado no peritoneu posterior à base do escroto. O esfíncter desce posteriormente com o testículo e entra no escroto. Quando o testículo atinge o escroto no oitavo mês de vida do feto, a bolsa do esfíncter cego envolve a maior parte do testículo. Nesta altura, a cavidade do esfíncter permanece ligada à cavidade abdominal. Antes do nascimento, o esfíncter fecha-se primeiro do anel interno, depois pelo esfíncter na parte superior do testículo, e finalmente todo o cordão espermático é ocluído pelo esfíncter e atrofiado num cordão fibroso. O esfíncter da porção testicular restante forma a cavidade testicular intrínseca do esfíncter, que já não comunica com a cavidade peritoneal. A oclusão do esfíncter peritoneal ocorre, por vezes, de forma retardada ou incompleta, permitindo que o esfíncter permaneça aberto ou parcialmente aberto, criando a possibilidade de hérnia e derrame, o que se torna a base patológica para a hérnia inguinal pediátrica e derrame do esfíncter.