A maioria das análises clínicas de gases sanguíneos é de grande importância clínica, uma vez que podem determinar se a função respiratória de um doente é anormal, se existe um desequilíbrio no equilíbrio ácido-base e se existe a possibilidade de acidose ou alcalose. A pressão parcial arterial de oxigénio, a pressão parcial de dióxido de carbono e a concentração arterial de iões de hidrogénio são os parâmetros clínicos mais utilizados na análise dos gases sanguíneos, sendo que a concentração arterial de iões de hidrogénio determina se um doente tem um desequilíbrio no equilíbrio ácido-base, a pressão parcial arterial de oxigénio determina se um doente tem insuficiência respiratória e a pressão parcial de dióxido de carbono é um indicador mais objectivo da função respiratória pulmonar. A análise dos gases sanguíneos é amplamente utilizada na prática clínica, sobretudo em doentes com potencial insuficiência respiratória, e também pode ser utilizada para determinar se um doente está anémico ou isquémico.