O pulmão húmido traumático é uma lesão comum ao parênquima pulmonar, principalmente devido a lesões rápidas e rombas, sendo as principais alterações patológicas os danos nos alvéolos e capilares com exsudação intersticial e intra-alveolar do sangue, e edema pulmonar intersticial, que pode levar à ventilação e disfunção ventilatória. As alterações patológicas desenvolvem-se progressivamente 12-24 horas após a lesão e a apresentação clínica varia muito. Em casos ligeiros, há apenas dor no peito, dispneia, tosse, cianose, expectoração espumosa com sangue, taquicardia e diminuição da pressão sanguínea. A doença pode levar a atelectasia pulmonar e pneumonia, e em casos graves pode ser fatal. O tratamento baseia-se na manutenção da função respiratória e circulatória, e na gestão adequada das lesões combinadas, o que pode melhorar os sintomas com tratamento activo.