A repolarização electrocardiográfica precoce refere-se a um fenómeno eletrocardiográfico, como a elevação do segmento ST, em pessoas com uma aparência saudável e sem anomalias morfológicas cardíacas. A diplopia do ECG precoce era anteriormente considerada uma variante normal do ECG, mas estudos recentes descobriram que está intimamente relacionada com arritmias malignas. A repolarização precoce é classificada em tipo I, tipo II e tipo III. A repolarização precoce do tipo III tem o maior risco de fibrilhação ventricular e é frequentemente acompanhada por tempestades eléctricas simpáticas, que tem a maior taxa de morbilidade e mortalidade, seguida do tipo II, e o tipo I tem a menor taxa de morbilidade e mortalidade. A patogénese da repolarização precoce tem sido considerada como estando relacionada com distúrbios da neuromodulação plantar, para além da variabilidade da repolarização electrocardiográfica e da assincronia da despolarização ventricular. A repolarização precoce ocorre sobretudo em jovens, com aumento da excitabilidade vagal, sobretudo em bradicardia sinusal, a elevação do segmento ST é mais evidente durante o sono, e quando a excitabilidade simpática ou o exercício físico provocam aumento da frequência cardíaca, o segmento ST volta a cair para a linha isoeléctrica. Os doentes com repolarização precoce devem prestar atenção ao repouso e manter a estabilidade emocional. O objetivo da terapêutica da repolarização precoce é prevenir o aparecimento de fibrilhação ventricular e reduzir a incidência de morte súbita cardíaca nos doentes. O seu tratamento inclui principalmente medicação antiarrítmica, implantação de cardioversor-desfibrilhador, ablação por cateter de radiofrequência, etc. Por conseguinte, se ocorrer uma repolarização precoce no ECG, recomenda-se a consulta de um médico para identificar a causa do problema e efetuar o tratamento ou a terapêutica adequados.