O tempo que um idoso pode viver com um ventilador depende principalmente do motivo pelo qual está a ser ventilado e da existência ou não de uma combinação de outras doenças subjacentes. As doenças reversíveis, como a pneumonia, não afectam a esperança de vida quando a doença primária desaparece. Algumas doenças reversíveis, como a pneumonia que leva à insuficiência respiratória aguda, desde que a doença primária, a pneumonia, esteja controlada, o idoso pode continuar a sobreviver e a esperança de vida não é afetada. No entanto, se se tratar de algumas doenças irreversíveis, como a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), que é progressiva, o ventilador só pode atrasar ou prolongar a vida do doente até um certo ponto, não podendo resolver o problema fundamentalmente. Esta situação afectará seriamente a esperança de vida do doente. Ao mesmo tempo, o próprio ventilador pode causar pneumonia associada ao ventilador ou pneumotórax associado ao ventilador, levando ao agravamento da hipoxia, o que também pode facilmente levar à morte do doente. Entretanto, se houver uma combinação de outras doenças subjacentes graves, como diabetes mellitus não controlada, hipertensão, doença arterial coronária ou mesmo enfarte do miocárdio, também afectará o tempo de sobrevivência dos idosos depois de serem colocados num ventilador. Recomenda-se que os idosos informem os seus médicos de qualquer desconforto que ocorra durante a utilização do ventilador, de modo a evitar o agravamento do quadro devido a atrasos, o que pode afetar a sua esperança de vida.