A dispepsia funcional pode ser curada?

Algumas dispepsias funcionais podem ser curadas, ao passo que a maioria dos sintomas são duradouros ou recorrentes e requerem uma consulta médica para seguir um tratamento global e individualizado a longo prazo. A dispepsia funcional é uma disfunção do estômago e do duodeno que leva ao aparecimento de uma série de sintomas sem lesões substanciais dos órgãos. Pode ser dividida em síndrome de desconforto pós-prandial e síndrome de dor epigástrica de acordo com os sintomas clínicos, e a presença a longo prazo desta doença pode levar a insónias, ansiedade e outros sintomas mentais. Algumas pessoas podem ser curadas com tratamento regular, mas não foi registada uma taxa de cura definitiva e a maioria dos sintomas persistirá durante muito tempo. O tratamento desta doença é individualizado e consiste num tratamento geral, ou seja, melhoria do estilo de vida e modificação da dieta. A medicação sintomática, como os fármacos supressores de ácido, como o omeprazol, é utilizada para o ardor e a dor epigástrica; os estimulantes gástricos, como a domperidona, são utilizados para a plenitude pós-prandial; os auxiliares digestivos, como as preparações de enzimas digestivas, melhoram o inchaço epigástrico e a falta de apetite; e os antidepressivos, como a amitriptilina, melhoram as perturbações do humor. Apesar de os sintomas da doença poderem persistir durante muito tempo, ou recidivar repetidamente, recomenda-se que as pessoas afectadas recebam tratamento individualizado e abrangente após consulta atempada, de modo a melhorar os sintomas clínicos ou mesmo a curar os sintomas. Todos os medicamentos devem ser utilizados sob controlo médico.