A imunoterapia para as metástases ósseas do cancro do pulmão escamoso será eficaz?

Para alguns doentes com metástases ósseas de cancro do pulmão escamoso, a imunoterapia seria eficaz, tomando como exemplo o pembrolizumab, o mais comum. Um estudo incluiu 559 doentes com cancro do pulmão escamoso metastático primário, que foram aleatorizados 1:1 para receber pembrolizumab em combinação com quimioterapia (Grupo A), versus quimioterapia isolada (Grupo B). Os resultados mostraram que a combinação de quimioterapia com pembrolizumab prolongou significativamente a mediana do PFS (tempo de sobrevivência sem progressão), que foi de 6,4 meses no grupo A e de 4,8 meses no grupo B, e não se registou um aumento significativo dos efeitos adversos. Além disso, a análise de subgrupos sugeriu que diferentes subgrupos com expressão de PD-L1 beneficiaram do tratamento de quimioterapia combinada. Com base nos resultados, a ANMP aprovou o pembrolizumab em combinação com carboplatina e paclitaxel (ou paclitaxel ligado à albumina) para o tratamento de primeira linha do cancro do pulmão escamoso metastático em 2019.