A contagem de plaquetas de 410*10^9/L não é muito elevada, mas é necessário identificar ativamente as causas da elevação das plaquetas e tratar as causas. As plaquetas são células do sangue que desempenham o papel de hemostase, e a contagem normal de plaquetas é de 100~300*10^9/L. Os doentes com contagens elevadas de plaquetas podem sofrer complicações trombóticas, como enfarte cerebral, devido ao aumento da viscosidade do sangue, e quanto mais elevada for a contagem de plaquetas, maior é o risco de complicações trombóticas. Uma contagem de plaquetas de 410*10^9/L não é muito elevada e a probabilidade de os doentes desenvolverem doenças trombóticas como o enfarte cerebral é relativamente baixa, mas pode estar persistentemente elevada, sendo necessárias análises sanguíneas regulares para monitorizar dinamicamente as alterações na contagem de plaquetas. Se a contagem de plaquetas estiver persistentemente elevada, deve ser considerada a possibilidade de neoplasias mieloproliferativas, como a trombocitemia primária e a eritrocitose verdadeira. O doente deve consultar atempadamente o serviço de hematologia e efetuar o aspirado da medula óssea e o teste genético MPN para esclarecer o diagnóstico. Se o diagnóstico de neoplasia mieloproliferativa for claro, a hidroxiureia e/ou o interferão podem ser utilizados para a terapêutica de redução das plaquetas, sendo também necessários comprimidos com revestimento entérico de aspirina para a terapêutica anti-agregação plaquetária. O plano de tratamento específico deve ser desenvolvido pelo hematologista de acordo com o estado do doente e a causa da doença.