A ablação por radiofrequência em si não tem geralmente qualquer efeito na esperança de vida do doente. O tempo que um doente pode viver após a ablação por radiofrequência é geralmente afetado pela condição original do doente, pela presença de comorbilidades e complicações, pela idade e por outros factores de prognóstico, não existindo uma resposta clara.
A ablação por radiofrequência é amplamente utilizada na prática clínica para a remoção de tumores sólidos e para a eliminação de verrugas. Em cardiologia, a ablação por radiofrequência é sobretudo utilizada no tratamento de arritmias, sendo o princípio a utilização do efeito térmico local da corrente eléctrica para desidratar os cardiomiócitos e formar uma pequena área de tecido necrótico com limites claros, de modo a atingir o objetivo de ablação das vias de condução anómalas, mas os tecidos normais não são normalmente afectados.
O prognóstico dos doentes com arritmias é geralmente influenciado pela presença de doença orgânica primária, pela ocorrência de eventos cardiovasculares adversos, como o AVC, e pela idade. Em pessoas com indicações como a arritmia, a ablação por radiofrequência é geralmente segura e não afecta a esperança de vida se não existirem contra-indicações como trombose ou hemorragia ativa.
Os doentes submetidos a ablação por radiofrequência devem seguir as instruções do médico para um acompanhamento regular, procurar assistência médica se se sentirem mal e manter uma boa atitude.