Após a descompressão microvascular, podem ocorrer complicações como perda de audição, zumbido, paralisia facial, vertigens, infeção e deiscência da ferida e fuga de líquido cefalorraquidiano.
A descompressão microvascular é um meio importante de tratamento de síndromes de compressão neurovascular cerebral, como a nevralgia do trigémeo, o espasmo muscular facial e a nevralgia do glossofaríngeo, utilizando materiais de descompressão, como espaçadores, para separar os vasos sanguíneos que comprimem as raízes nervosas dos nervos comprimidos.
A descompressão microvascular tem as vantagens de ser minimamente invasiva, eficaz e capaz de preservar a integridade nervosa e a função fisiológica, mas também existe a possibilidade de complicações.
1) Deficiência auditiva: pode ser causada pela tração do nervo auditivo ou do cerebelo durante a operação, ou pode estar relacionada com espasmos e lesões vasculares.
2) Zumbido: pode estar relacionado com a exposição prolongada ou com a estimulação direta do nervo coclear.
3) Paralisia facial: causada por lesão do nervo facial durante a cirurgia.
4. vertigem: a lesão do nervo vestibulococlear ou dos vasos sanguíneos durante a cirurgia provoca uma disfunção vestibular que, por sua vez, produz sintomas de vertigem.
5) Infeção e deiscência da ferida: relacionadas com técnicas de encerramento cirúrgico, cuidados com a ferida no pós-operatório e condições individuais do doente.
6) Fuga de líquido cefalorraquidiano: Uma vez que as meninges têm de ser abertas durante a operação, pode ocorrer fuga de líquido cefalorraquidiano se o encerramento for deficiente.
Os doentes que desenvolvem complicações após a descompressão microvascular devem procurar ajuda médica imediatamente.