O derrame articular, quando ocorre, pode estar associado a dor articular, inchaço localizado, limitação dos movimentos articulares, podendo mesmo ser acompanhado de outros sintomas e manifestações sistémicas, como febre, etc. Como já sabe, o derrame articular é um tipo de manifestação e existem diferentes razões específicas para a sua ocorrência, tais como degeneração articular, traumatismo, infeção, manifestação de outras doenças sistémicas nas articulações, etc., devendo todas elas ser tratadas de acordo com as razões da sua ocorrência, podendo ser simultaneamente realizados tratamentos sintomáticos em caso de sintomas locais evidentes. A degenerescência das articulações causada por derrame articular, por exemplo, tem geralmente uma tensão articular óbvia antes da atividade, tal como os doentes com artropatia do joelho que subiram recentemente uma montanha ou após exercício excessivo; as causas de traumatismo aparecem geralmente pouco depois da lesão ou poucos dias após o aparecimento lento, o que pode sugerir que as lesões intra-articulares têm de ser diagnosticadas e tratadas. Os doentes com infecções podem necessitar de tratamento anti-infecioso; os doentes com outras doenças sistémicas são ainda mais importantes para tratar a doença primária. Independentemente da causa do derrame articular, de um modo geral, a primeira coisa a fazer é repousar, travar localmente as articulações e, nos casos em que o diagnóstico não é claro, evitar fricções, compressas quentes, fisioterapia a altas temperaturas, etc., uma vez que estas medidas podem exacerbar a resposta inflamatória e levar ao agravamento dos sintomas. Os doentes com derrame articular nos membros inferiores devem evitar ou reduzir a carga porque, afinal, a travagem temporária é a medida mais básica e importante para reduzir a resposta inflamatória quando a causa não é clara. Por fim, continua a ser aconselhável dirigir-se ao hospital o mais cedo possível, pois o exame é a melhor política.