A encefalite infantil pode ser classificada como encefalite infecciosa ou não infecciosa e pode ser determinada clinicamente pela história da criança, apresentação clínica, exame do líquido cefalorraquidiano e testes patogénicos.
As manifestações clínicas da encefalite infantil variam consoante a localização e a extensão das lesões. Na fase inicial da doença, podem ocorrer febre, dores de cabeça, náuseas e vómitos e depressão. Mais tarde, podem ocorrer dores de cabeça e vómitos, muitas vezes acompanhados de convulsões generalizadas ou localizadas, por vezes com perturbações da consciência e sintomas psiquiátricos, que podem ser fatais em casos graves.
É de salientar que a apresentação clínica da encefalite infantil é pouco específica, limitando-se frequentemente a letargia, má alimentação e irritabilidade, pelo que pode passar despercebida.
No diagnóstico clínico, pode ser efectuada uma punção lombar, depois de excluídas as contra-indicações, para obter líquido cefalorraquidiano para exames complementares destinados a esclarecer o diagnóstico. Além disso, é necessário aperfeiçoar os testes serológicos virais, a ressonância magnética craniana e a eletroencefalografia em crianças.
Quando se suspeita de encefalite em crianças, é necessário consultar um médico para obter um diagnóstico claro e seguir as instruções do médico para um tratamento direcionado, a fim de evitar atrasos no tratamento.