Porque é que os doentes com tuberculose devem deixar de fumar

  A tuberculose é uma doença respiratória que envolve frequentemente o parênquima alveolar e o interstício. Se continuar a fumar, a sua tosse, expectoração e hemoptise serão agravadas pelas lesões originais, e o aumento da pressão intrapulmonar provocado pela tosse tornará os vasos sanguíneos susceptíveis à ruptura e à tosse com risco de vida, podendo mesmo provocar hemoptise.  Além disso, fumar em doentes com tuberculose pode afectar a eficácia dos medicamentos anti-tuberculose; a investigação demonstrou que fumar aumenta a actividade das enzimas hepáticas, acelera o metabolismo das drogas no fígado, e reduz a absorção e utilização das drogas no corpo, tomando como exemplo o medicamento anti-tuberculose rifampicina: através do ciclo hepático-intestinal, a droga é rapidamente absorvida após a administração oral, e a concentração da droga no sangue pode atingir um pico em 2 horas, mas os fumadores têm aumentado a actividade das enzimas hepáticas, e o processo metabólico das drogas no fígado é acelerado. Contudo, nos fumadores, o processo metabólico no fígado é acelerado devido ao aumento da actividade enzimática hepática, resultando numa redução da concentração sanguínea do medicamento em cerca de 30% em comparação com os não fumadores, afectando assim a eficácia bactericida da rifampicina.  O tabagismo também afecta a cura das lesões da tuberculose e agrava as lesões já quiescentes, prolongando assim o tratamento e aumentando a dose, o que não só aumenta o sofrimento dos doentes como também aumenta o custo do tratamento.