A prolactina sérica anormalmente elevada, >1,14nmol/L na prática clínica, é conhecida como hiperprolactinemia. A causa mais comum é a doença da hipófise, mais frequentemente um microadenoma hipofisário. As características clínicas da doença são leite em excesso e perturbações menstruais, frequentemente com uma série de sintomas como amenorreia prolongada, infertilidade e dores de cabeça. O diagnóstico mais comum é uma ressonância magnética craniana para determinar se existe um microadenoma hipofisário e, após o diagnóstico, a causa deve ser prontamente identificada e tratada. As opções de tratamento actuais incluem tratamento farmacológico, cirúrgico e radioterapia. A primeira linha de tratamento para o microadenoma hipofisário é actualmente a bromocriptina. O sintoma mais precoce que uma doente com prolactina elevada pode apresentar ao departamento de obstetrícia e ginecologia é a amenorreia. As doentes podem apresentar uma ausência prolongada de menstruação ou infertilidade, e podem ser detectados níveis anormalmente elevados de prolactina ou de extravasamento mamário em análises ao sangue. Neste caso, o primeiro passo é excluir a presença de um microadenoma hipofisário. Após a identificação da presença de um microadenoma hipofisário por RMN craniana, pode ser considerado o tratamento farmacológico, sendo a primeira linha de tratamento a bromocriptina durante pelo menos 1 ciclo de 3 meses.